A turma E, visando à minimização do problema da fome, propõe
o desenvolvimento de uma horta urbana, na qual seriam cultivados alimentos com
o objetivo de suprir as carências nutricionais e tornar a alimentação das
crianças de uma creche mais saudável e completa, contribuindo, assim, para o
seu pleno desenvolvimento físico e mental.
Como será
feita?
A horta
urbana será realizada em parceria com uma creche pública de Salvador. Os
funcionários da creche farão a preparação dos canteiros, a adubação do solo e o
plantio de mudas e sementes. A
manutenção dos canteiros (que envolve regar as plantas, arrancar ervas daninhas
e fazer as adubações após o plantio) será também realizada pelos funcionários
da creche e deve envolver as crianças no processo, tornando a horta um projeto
pedagógico. O pontapé inicial para o projeto (fornecimento de ferramentas,
sementes e material informativo sobre o cultivo em hortas) será feito com ajuda
do patrocínio de empresas, órgãos e instituições. No entanto, após a instalação
da horta, sua manutenção e aproveitamento serão feito pelos membros da creche,
com autossuficiência.
Qual a sua
aplicabilidade (para que problema será desenvolvida)?
A horta urbana será desenvolvida com o objetivo de minimizar
o problema da fome.
A fome é ocasionada pela carência de nutrientes, resultado de
uma alimentação deficiente, e interfere no bem estar e saúde da criança. Essa
carência pode ser minimizada, ou mesmo resolvida, através do cultivo de legumes
e verduras (alimentos ricos em carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e
sais minerais) na horta, garantindo às crianças uma alimentação de melhor
qualidade nutricional.
Como
funcionaria?
A
horta estará subdividida em duas partes: os canteiros, nos quais serão
cultivados os seguintes legumes e verduras: tomate, cebola, vagem, pimentão,
alface, acelga, rúcula, espinafre, couve, couve-flor, brócolis, quiabo, jiló,
cenoura, batata, batata-doce, aipim, inhame, feijão e milho; e a horta
vertical, na qual serão cultivados temperos (hortelã, alecrim, salsa, cebolinha,
manjericão e
coentro). Haverá a instalação de uma composteira na qual será depositado o lixo
orgânico da creche (cascas de frutas e vegetais, plantas secas, cascas de ovo,
etc.), produzindo adubo caseiro para o enriquecimento do solo. Todas as etapas
(plantio, adubação, irrigação, colheita) serão realizadas pelos membros da
creche.
Em que
local/região pensam ser possível sua execução?
Existe
a possibilidade de executar a horta urbana em creches públicas localizadas em
bairros periféricos de Salvador, trazendo os benefícios da complementação
nutricional e conscientização ecológica a crianças desfavorecidas. Esse é
apenas o primeiro passo em direção à resolução do problema: a ideia da horta
urbana, após a experimentação em creches, pode ser expandida e aplicada em
maior escala, como em bairros e comunidades.
Qual o
público alvo?
A
horta tem como público alvo as crianças que frequentam a creche na qual será
desenvolvida, além de envolver funcionários e professores. Através de uma
alimentação de melhor qualidade nutricional, existe a melhora no aprendizado e
desempenho escolar da criança. Além disso, com a participação das crianças no
desenvolvimento da horta também existe um processo de educação ambiental
(através da proximidade com os elementos da natureza) e alimentar (por meio do
aprendizado quanto aos benefícios de uma alimentação saudável). A construção e
manutenção da horta também promovem a integração das crianças, ensinando-as
virtudes como a solidariedade e o trabalho em grupo.
Quais
empresas, órgãos ou instituições patrocinariam/incentivariam o projeto?
Soraya de Oliveira Carneiro Ponte,
representante do Banco do Brasil, afirmou o seguinte quanto ao projeto da horta urbana: “Eu adorei o projeto, e
achei uma ótima iniciativa. No entanto, não posso garantir nada. O projeto só
pode receber o selo de Tecnologia Social quando é aplicado e gera resultado.
Quando isso acontecer, ele pode ser inscrito para o Prêmio Tecnologia Social,
para receber o apoio do Banco do Brasil”.
Jaci, secretária da creche Ajuda Social à Criança, se mostrou
favorável à aplicação do projeto na instituição: “Claro, traria muitas
melhorias para a nossa creche e para a saúde das crianças. Facilitaria muito o
mantimento de uma alimentação saudável.”
Outras
questões ou itens que o grupo considere importantes na descrição do projeto.
O projeto é ecologicamente correto, já que será aplicado numa área já existente na creche, não havendo agressão ao meio ambiente em sua preparação e manutenção (não há uso de agrotóxicos na horta e um sistema de compostagem existirá com o intuito de reduzir o lixo produzido pela creche, aproveitando-o como adubo). O projeto também é economicamente viável, já que, apesar de empresas patrocinadoras fornecerem o material inicial de aplicação e orientação para os funcionários, despesas posteriores com a horta são de baixo custo, tornando a sua manutenção pela creche autossuficiente. O retorno com a produção da horta beneficiará a própria creche, suprindo as necessidades nutricionais das crianças e possibilitando uma maior integração entre elas e os funcionários. Nessas condições, o projeto é socialmente justo, além de ser culturalmente aceito, já que não desrespeita a cultura do local e desenvolverá uma consciência maior sobre os valores da ética aplicada ao grupo.
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